Contemplação da Lua

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A noite nos oferece um belo objeto de contemplação: a lua.

O brilho da lua nada mais é do que uma ilusão, o reflexo da luz do sol. Ainda assim, essa ilusão é a que nos mantém atentos ao caminho, na escuridão da noite, até o amanhecer do dia, que nos traz a luz verdadeira, e então podemos abandonar a ilusão.

A lua, às vezes, brilha imponente, às vezes, apenas se faz presente. Da mesma forma é o funcionamento da nossa mente, quando serena ou envolta pelos pensamentos.

Enquanto a nuvem de pensamentos se mantém, em vão é o esforço para revelar o brilho verdadeiro da mente. Enquanto a felicidade precária do desejo se mantém, em vão é o esforço para revelar a felicidade verdadeira da mente.

Às vezes utilizamos alguns recursos para nos manter no caminho, mas devemos sempre compreender que chegará um momento em que deveremos abandoná-los também, assim como abrimos mão do brilho da lua, no amanhecer do dia.

Aquele que tendo sido descuidado deixa de o ser, ilumina este mundo como a lua descoberta de nuvens.

Ele, que por boas acções compensa o mal que fez, ilumina este mundo como a lua descoberta de nuvens.

Dhammapada, versos 172 e 173 [1].

Notas

[1] BUDDHARAKKHITA, Acharya. Dhammapada: O Caminho da Sabedoria do Buddha (ed. eletrônica). Portugal: Mosteiro Budista Theravada, 2013. p. 68. Disponível no menu “Biblioteca”.

Última revisão: 23 de junho de 2017.
Fonte da imagem: Pixabay.

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4 comentários sobre “Contemplação da Lua

  1. Alvaro Luis Campos 23/06/2017 / 15:45

    O brilho da lua, o reflexo da luz, o próprio sol são todos ilusão. A luz verdadeira não pode ser entendida pela consciência (dhatu) imperfeita. No entanto amanhece e me foi ensinado que a luz da sabedoria nos ajuda a nos manter atentos ao caminho, que nunca existiu e ao mesmo tempo foi criado para ser traçado apenas por cada um. Obrigado Upasaka Erick pela oportunidade de contemplar esse ensinamento e pelo ensinamento.

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    • Upāsaka Erick 23/06/2017 / 19:00

      Olá, após a sua colocação, reescrevi o último parágrafo para expressar melhor o que eu gostaria de transmitir e evitar alguma interpretação equivocada sobre o dhamma. Talvez eu deva me ater aos artigos mais técnicos com citações precisas, uma vez que tentar unir reflexões pessoais com os ensinamentos do Buda parece ser uma tarefa ainda distante da minha capacidade. Uma porque não sou poeta, outra porque ainda não tenho o dhamma dentro de mim. De qualquer forma, esta pequena postagem parece que serviu ao seu propósito, o de aproximar um pouco mais as pessoas do budismo, tendo em vista que não tinha até então tantos acessos em um dia só e tantas adesões. Obrigado mais uma vez pela sua participação.

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