Contemplação da Lua

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A noite nos oferece um belo objeto de contemplação: a lua.

O brilho da lua nada mais é do que uma ilusão, o reflexo da luz do sol. Ainda assim, essa ilusão é a que nos mantém atentos ao caminho, na escuridão da noite, até o amanhecer do dia, que nos traz a luz verdadeira, e então podemos abandonar a ilusão.

A lua, às vezes, brilha imponente, às vezes, apenas se faz presente. Da mesma forma é o funcionamento da nossa mente, quando serena ou envolta pelos pensamentos.

Enquanto a nuvem de pensamentos se mantém, em vão é o esforço para revelar o brilho verdadeiro da mente. Enquanto a felicidade precária do desejo se mantém, em vão é o esforço para revelar a felicidade verdadeira da mente.

Às vezes utilizamos alguns recursos para nos manter no caminho, mas devemos sempre compreender que chegará um momento em que deveremos abandoná-los também, assim como abrimos mão do brilho da lua, no amanhecer do dia.

Aquele que tendo sido descuidado deixa de o ser, ilumina este mundo como a lua descoberta de nuvens.

Ele, que por boas acções compensa o mal que fez, ilumina este mundo como a lua descoberta de nuvens.

Dhammapada, versos 172 e 173 [1].

Notas

[1] BUDDHARAKKHITA, Acharya. Dhammapada: O Caminho da Sabedoria do Buddha (ed. eletrônica). Portugal: Mosteiro Budista Theravada, 2013. p. 68. Disponível no menu “Biblioteca”.

Última revisão: 23 de junho de 2017.
Fonte da imagem: Pixabay.

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